Créditos: Som de Mrika Sefa e AkaBiru Texto curatorial de João Silvério

Coisas do Coração
e Não Coisas

Coisas do Coração e Não Coisas 2025
Serigrafia sobre tela, vídeo, som
Estrela 74, Lisboa

Imagens digitais convertidas a bitmap e decompostas em pontos, até restar um mapa quase abstracto que ainda assim recorda a imagem de onde veio. Na parede da galeria, uma sucessão de filmes curtos aparece em ordem aleatória e parece uma narrativa longa, quando é uma deriva de fragmentos. As telas impressas de grande formato trazem retratos em ambientes naturais e contrapõem-se a esse movimento.

Beju Bafatada

Créditos: Som de Mrika Sefa e AkaBiru Texto curatorial de João Silvério
Créditos: Som de Mrika Sefa e AkaBiru Texto curatorial de João Silvério
Créditos:
Texto curatorial de Maria de Brito Matias
Curadoria de Alexandre Farto e Pauline Foessel Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa

Beju Bafatada 2024
Litografia e serigrafia
MOVART, Lisboa

O título vem de uma canção do duo cabo-verdiano Ferro Gaita e traduz-se por beijo e bofetada. A exposição reúne as séries «Rabidanti», «Nácia Gomi» e «Petit Pays», produzidas durante a residência no Atelier Idem em Paris em 2022, e a colaboração com o músico Slow J. As duas linhas olham para as origens e para a história luso-africana com a ambiguidade que o título anuncia, entre o que se herda com afecto e o que se herda como ferida.

Safe Space

Safe Space 2023
Serigrafia sobre papel, fotolito sobre espelho, vídeo, som ARCO Lisboa, com a MOVART

O vidro que separa quem consome de quem limpa, e que deixa ver sem que se queira olhar. As mulheres que sustentam os espaços de consumo aparecem em fotolito colocado sobre espelho, de modo que o visitante da feira entra na composição e não consegue ficar do lado de fora dela. O fotolito, etapa intermédia do processo serigráfico, é aqui tratado como obra final.

Fla Mudjeris

Fla mudjeris 2022
Serigrafia, acrílico e spray Oxi Dretu, Manham Mariádu, MOVART, Lisboa

Rostos de mulheres cabo-verdianas que devolvem o olhar a quem as observa, acompanhados por frases em crioulo que ocupam o espaço da exposição. A série parte de uma canção ouvida no documentário «Mais Alma», de Catarina Alves Costa, onde as mulheres de Cabo Verde falam do dinheiro que lhes chega e da autonomia que ele permite.

Alter Ego

Fake Self-portrait 2018
Serigrafia sobre papel
Alter Ego, Museu de Arte de Macau,
Reapresentada em Oxi Dretu, Manham Mariádu,
MOVART, Lisboa, 2022

Obra inspirada no desejo profundo de podermos alterar a nossa biografia pessoal. Parte de uma fotografia de 1989, digitalizada e alterada até produzir um rosto parecido com o que o negativo fotografou sem ser o mesmo. O artista mente ao espectador sobre o seu próprio passado. Criada numa altura em que as redes sociais se tornavam mainstream e antes da revolução da inteligência artificial, a peça reflecte o desejo constante de habitar uma realidade paralela, e teve como inspiração forte a figura pública de Mata Hari.